Estou passando para desejar um feliz ano novo!
Agradeço a todos vocês, que apoiaram o blog, que fez com que cada vez fosse um blog melhor! Eu amo todos vocês! Não sei o que faria sem vocês!!
Estou aqui também para dar uma super notícia! Ano que vem, se Deus quiser, terá outro livro em lançamento, só que o nome do autor que vocês vão ver, é o meu! ;D
Isso mesmo! Estou escrevendo um livro, cujo gênero é Romance e Suspense! Já fiz uma boa parte do livro e vou colocar uma parte qualquer dele aqui! Me deem suas opiniões, ok?
É claro que ele ainda não foi revisado e talvez eu possa mudar alguma coisa nele, mas basicamente é isso:
Nem tudo é o que parece.
São Paulo, 18 de janeiro de 1989
Já haviam se passado uma semana desde que Caroline não vinha ao meu escritório. Sua mãe seria enterrada hoje e eu queria estar lá para poder reconfortá- la. Esperava também que seu irmão aparecesse. Se ele não tinha nada a ver com a morte de sua mãe, e soubesse que ela havia morrido, com certeza, apareceria, e essa seria minha chance de interrogá- lo e não deixar que saía da cidade.
Minha equipe tinha terminado o trabalho hoje, tudo o que eles haviam descoberto estava em minha mesa, no escritório. Quando recebi esssa informação por telefone, fui correndo ao meu escritório.
Cheguei em menos de uma hora e fui direto para minha mesa, disse um "olá" para minha secretária e não puxei mas papo nenhum. Sentei em minha cadeira e abri o envelope com a análise da arma e comecei a ler.
"Faca do tipo B, encontrada em 11 de janeiro de 1989, em uma cozinha doméstica na AV. Paulista, 200, apartamento 34, Edificio Pentágono. Análise de laboratótio efetuada em 12 de janeiro de 1989 consta que a faca foi utilizada por Augostina James em 11 de janeiro de 1989"
Como assim?! Será que a prórpia mãe de Caroline - Augostina James - havia cometido suicídio? Será que Caroline percebeu alguma coisa de estranho na mãe, antes dela se matar? Isso eu teria que perguntar para ela. Liguei imediatamente para o telefone que Caroline havia me dado. Reconcheci sua voz, doce, suave e de uma delicadeza que me deixava tranquilo só de ouví- lá, até mesmo por telefone, mas junto com sua voz doce, tinha um tom de desespero. Será que estava com medo ainda?
- Alô?
- Senhorita James? Aqui é o inspetor Weight.
- Inspetor! Que bom ouvir sua voz! O que houve? - Bom ouvir minha voz? Será que alguém tinha ligado para ela e a ameassado?
- Senhorita James, presciso que venha até meu escritório, por favor.
- Agora? Estou no trabalho, inspetor.
- Chegou a análise da arma que encontrei junto a sua mãe, na cozinha - disse, pensando que a faria vir, por ser um assunto que a interessa tanto: a morte de sua mãe.
- O que?! Porque não me disse antes?! Estou chegando - e desligou.
Esperei que chegasse, pensando em como ela estaria vestida, será que usava a mesma roupa do dia 11, um uniforme de trabalho, talvez? Afastei esse pensamento rápidamente. Eu estava pensando demais na senhorita James, será que estou apaixonado? Não, não posso! Ela é apenas uma cliente! Não posso me envolver com ela, não posso. E não vou.
Caroline chegou em menos de uma hora. Mostrei a ela a análise e ao terminar de ler, ela começou a chorar. O que eu poderia fazer? Pedi que minha secretária viesse com um copo de aguá para ela, enquanto eu tentava acalmá- la. Cheguei perto dela, estava sentada no sofá, minha secretária trouxe a água e pedi que ela bebesse. Talvez faria com que ela se sinta melhor. Enquanto ela bebia a água, pude reparar melhor nela, pude ver o que estava vestindo - uma blusa e uma saia. Presumi que fosse seu uniforme, e se fosse realmente, eu achava que ela poderia ser garçonete, será? Ela estava linda, era linda! Seus olhos eram verde- escuros, era loira, com o cabelo liso e macio. Como se eu não pudesse controlar meus movimentos, minha mão se levantou e foi direto em seu cabelo. Ela olhou para mim e não consegui desviar o olhar. Ela chegou mais perto de mim e eu dela. Percebi que ainda passava a mão em seu cabelo, mas, então, resolvi que faria outra coisa, e não só ficar acariciando seu cabelo. Puxei- a para mais perto e a beijei, com um longo e delicado beijo. Ela retribuio, mas foi eu quem se afastou. O que eu estava fazendo?! Não posso, não posso!
- Senhorita James, me desculpe! Não deveria ter feito isso. É melhor a senhorita ir, tenho que terminar meu trabalho - Mas, como se não tivesse ouvido nada do que eu estava dizendo, ela se aproximou de mim novamente e me beijou. Eu sabia que não iria conseguir me afastar, então retribui o beijo e deixei me levar pelo sentimento. Não! Me deixar levar pelo sentimento?! Claro que não!
- Senhorita James, por favor, não torne as coisas mais complicadas do que já estão!
- Está bem. Eu preciso mesmo voltar ao trabalho. Desculpe- me, só que não consigui me controlar, era mais forte que eu, me desculpe!
Despedimos um do outro e ela foi embora. Fiquei pensando naqueles beijos o dia inteiro. Agora era certo, eu estava apaixonado pela senhorita James. Como eu faria isso terminar?! Como?! Como?! Para esquecer toda essa história voltei a me concentrar no trabalho. O enterro da senhora James será daqui duas horas. Resolvi ir para minha casa e tomar um banho.
Então, o que acharam?
Beijos *-*
Letícia
